Fractal por Paul Bourke - Clique para ver




  • INFO!

      Não sabia que estava dando erro para escrever comentário. Já arrumei! Quero ouvir os seus!! -egidio
  • Coisas que escrevi sobre:

  • Sobre o Beyond

      Este blog é uma tentativa de extrair de mim meus sentimentos, pensamentos, crenças, idéias e visões e organizá-los de forma lúdica. Não sei se conseguirei, pois são infindáveis em forma, conteúdo e interrelação, mas pelo menos vou colocá-los aqui.
      O nome Beoynd Ourselves, em inglês, já começa com algo que está além de nossa língua. Talvez como primeira metáfora relacionando tudo o que está além de nós.
      A idéia do design extraí do site de Fritjof Capra, bem como a utilização de um fractal.
      Bem vindo e espero sua crítica e comentário, pois devemos sempre ser levados a pensar.
      -egidio
  • Estatísticas

    • Articles: 30
    • Comentários: 11
    • Visited: 1052521
  • Arquivo

    << < Set-2010 > >>
    D S T Q Q S S
          1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    30
  • Pesquisar Blog

  • Pesquisar Comentários

  • License

Pra você
17-05-2005 17:58 | Por Egidio
O doce dos chocolates,
o aroma, beleza e tez das flores.
Gostos,
cheiros,
visões e texturas,
que encantam,
experiências dos sentidos,
impressões na alma.
Sejam dos chocolates,
sejam das flores,
ou de nós dois.
Nostalgia
17-05-2005 17:42 | Por Egidio
Hoje passei por lugares dos melhores e mais belos da minha nostalgia. O prédio da empresa onde nos conhecemos, o restaurantezinho onde tomávamos nossos cafés da manhã, atrasados e extasiados. Desço a Rebouças, lá estava o apartamento. Não contei os treze andares, mas sabia que havia ali uma janela, donde se estivesse estaria me olhando no carro, donde tantas lágrimas caíram de mim e donde tantos mil sorrisos estamparam meu rosto. Hoje é domingo. Os domingos dos trânsitos e pessoas mais calmas me permitiu acompanhar com os olhos, com os sentimentos e com a memória paisagens da minha própria vida.. Bom é não sentir tristeza. Só melancolia acompanhada de alegria. Bom é poder respirar nessa energia a energia desse momento e tê-lo dentro de mim. Bom é poder ter vivido toda essa maravilhosa história e tê-la em mim. E prosseguir é também admitir que sou um homem solteiro. E pela primeira vez admiti. Num domingo, domingo de hoje.
-------
escrito em 16 de abril de 2005
Momento da concepção
17-05-2005 17:38 | Por Egidio
Uma tromba de águas mágicas vinda dos céus atravessa meu ser, da cabeça ao púbis. Águas divinas, águas da criação. Chamo-as assim pois assim as senti. E quando as senti soube o que eram. Nesse dia amamo-nos durante horas e horas de êxtase . Dois seres maduros e entregues no amor ao prazer a serviço do amor. Prazer é manifestação dos sentidos. O ato de criação é manifestação da própria vida. O amor é o elemento chave para viver a plenitude desse momento. Unidos e ungidos pelas águas para criar um novo ser. Homem e Mulher se fundindo em um novo ser. Com todo nosso amor presente – Amor, A maiúsculo, liberdade, sem fronteiras – creio que pude ter acesso a essa experiência. Espécies evoluem indubitavelmente e até que se prove o contrário Darwin, mas Vida, ah, a Vida se cria. A imagem e os sentimentos daquela noite me acompanharão por todo o sempre.
Amor volat undique
11-05-2005 11:33 | Por Egidio
Tira meu chão
Me traz pra perto
Me tenha.
Rouba meu coração
Me leve pra longe
Me suga.
E ponha-se calma
Me olha nos olhos
Me siga.
Perca-se em mim
Me dá tua mão
Te guio.
Deixa-me levar-te
Confia
Te curo.
Tudo em dois
07-03-2005 16:31 | Por Egidio
Tudo em dois

São duas as xícaras de café, ambas de metal, uma vermelha e outra bege, esquecidas num armário de uma fazenda.
Duas também são as taças de vinho, de vidro mesmo, nada rebuscado nem por isso menos belas, guardadas num armário de uma cozinha.
Bem como são duas as varas de pesca, uma preta e uma prata, com linhas, bóias e anzóis, retraídas e empoeiradas em cima de uma cômoda num quarto.
Tais quais os dois travesseiros, uma mais alto que o outro, que repousam lado a lado sob uma manta quadriculada de uma cama em um quarto.
Também são dois bancos de carro, duas caixas de lente, duas escovas de dente.
E por mais que um tome café nas duas xícaras, sorva diferentes vinhos em ambas as taças, fisgue belos peixes com as duas varas e abrace ambos os travesseiros, a sensação é de que nada parece igual quando a xícara vermelha era minha e a bege sua; nem quando cada um tomava vinho em sua taça; nem quando minha vara era prata e a sua era preta; muito menos quando o travesseiro mais alto era o seu. Mesmo que a sua parte em minha memória e em meu coração estejam vivas.
Reflexão sobre uma questão
18-02-2005 21:33 | Por Egidio
Fi, querido irmão!

Que lindo o que você escreveu!
Mostra que você é um homem em transformação, querendo entender as coisas, enxergando a loucura em que viviemos, questionando valores universais!
O meu próprio desgosto por muitas coisas da vida tem muito deste sentimento. Onde foi parar essa essência, que une os homens, que derruba fronteiras e preconceitos, que os torna iguais, que os faz sorrir, que traz a paz??
Minha consciência me diz que ela se perdeu em meio a uma sociedade ocidental capitalista desenfreada, na luta pelo lucro (sinônimo da opressão), na busca pelo poder, pelo ter mais e mais. Exatamente o que você questiona.

Ter, hoje, é o que se vende. E se se vende, é porque tem quem compre. E isto se configura nos conceitos - até valores para alguns - de posse, beleza (nunca desvinculada da posse), do poder de consumo.
É triste mesmo olhar para fora e ver o mundo como está. A realidade exterior nos tira a fé, nos arranca a esperança, nos rouba o sentido. E aí a massa vai seguindo, sem poder ao menos raciocinar, questionar.

São questões muito profundas. Muito mesmo. Sei identificar claramente isto, pois sou uma pessoa que vive raciocinando sobre questões profundas. Tenho passado os últimos tempos praticamente prostrado, de tantas questões profundas. Não consigo andar no shopping sem pensar nisso tudo. Não consigo ver televisão sem pensar em outras tantas coisas. Não consigo trabalhar por tentar entender mais sobre as coisas. Questões profundas. Toda minha atitude, como sou, o que visto, o que falo, o que qustiono, são coisas profundas. E são nestes momento que crescemos como homens conscientes de seu papel nesta vida, conscientes do seu papel no universo, com todas coisas ao nosso redor, e com todas as coisas que nossos olhos não conseguem enxergar ou nossa mente não consegue conceber.

Sua questão central neste momento é "onde está o amor", ele ainda existe?
Tudo nesta vida é um ato de fé. Acreditar que o papai pode mudar é um ato de fé. Acreditar que os homens podem evoluir é um ato de fé. Acreditar que podemos ganhar na megasena é um ato de fé. Tudo é fé. Inclusive acreditar no amor.

Já fiquei muito distante do amor. Muito mesmo. Mas hoje afirmo: ele existe. Ele está em tudo e em todos. E vou mais fundo na minha crença: o amor LIBERTA.'Aliás, é a única coisa que liberta literalmente. Sou hoje um homem livre, pois amo. Sou livre dos conceitos dos outros, livre para acreditar, livre para sofrer, livre para questionar, livre para viver, livre para amar. Amo muito e amo tudo. Os bichos, a natureza, você, papai, mamãe, Vanessa, o sol, a lua, as estrelas, a infância, a juventude, a velhice, as plantas, as flores, o mar, os homens, a vida. Amo tantas coisas. E a mais importante: amo a mim mesmo, e isso foi a minha maior conquista. Sem amor próprio é impossível amar ao próximo.

Talvez tenha tido sorte de encontrar uma mulher que me mostrou o amor de uma maneira que nunca havia concebido. Talvez eu precisasse encontrar esta mulher. Talvez eu estivesse esperando essa mulher desde quando nasci. Mas nada teria acontecido se eu não estivesse preparado para aprender. Preparado e com a guarda abaixada, aberto completamente, mesmo com toda a minha dor, com todo o meu jeito, com todo o meu ser.

Somos iguais. Somos metades distintas de duas pessoas iguais. O que difere é nossa história pessoal, que moldou nossa personalidade diferente. Mas somos iguais em valores. E te digo: o amor está dentro da gente. No nosso ser. E quando ele aflora, ele "contamina" os outros. Mas é preciso muito esforço, quebrar muitas regras interiores e exteriores para o amor ter espaço na vida das pessoas. É por isso que o modo que as pessoas vivem aqui, onde só há espaço para o trabalho para viabilizar o lucro alheio e sua própria subsistência, faz com que não haja muito espaço para o amor. E essas pessoas transmitem inconscientemente esta falta de espaço para o amor em suas casas, com seus filhos, irmãos, pais, avós e amigos. E isto vai tomando o inconsciente coletivo. Onde você vai você encontra os mesmos padrões, levando sempre em conta as diferenças sócio-culturais.

Hoje, o dinheiro manda no homem. A vida gira em torno do dinheito. Sem condições financeiras para sobreviver dignamente, pra que amor se existe uma garrafa de pinga, um baseado, uma carreira de cocaína e uma arma na mão? Sem falar no fator beleza. Hoje, as pessoas amam com os olhos. É isso o que a mídia vende, isso dá lucro. Nem envelhecer podemos mais. Amor dos olhos é o amor mais triste que existe. E isto também está matando o amor verdadeiro, que a ama o ser, que ama o âmago. Acho que de maneira bem simplista, pois no meu pensamento ainda existem muitas outras coisas, isto ilustra o quadro, visto pelos meus olhos, sentido pelo meu espírito e racionalizado pela minha consciência.

Os valores estão completamente invertidos. E a esperança reside naqueles poucos - que hoje são muitos - que acreditam no amor, que questionam esta inversão de valores, esta vida falaciosa que a sociedade nos impõe. When I'm a good dog they sometimes throw me a bone. Quando sou um bom cachorinho eles, algumas vezes eles me dão um osso!

Tenha esperança, meu querido e amado irmão. E se mesmo assim não adiantar, continue tendo esperança. Pois isso é o que nos resta.

Te amo muito.
14 de junho de 2004
Quem perdeu quem?
18-02-2005 19:36 | Por Egidio
Perdi você?
Perdi-me primeiro.
Perdi você? Perdi mesmo?
Me perdi em mim antes de perder você.
Mas se te perdi, nunca te conquistei.
Perdi-te mesmo?
Se errei, perdão eu peço.
Se pequei, perdão eu peço.
Se te amo, amor lhe peço.
Não errei, nem pequei e Amor não se pede.
Mas se Amor lhe peço, é que te quero.
Se te quero é porque sei que te amo.
Se te amo, porque não te tenho?
Se não te tenho, o que posso fazer?
Se não sei o que fazer, onde está meu amor?
Se não sei onde está o meu amor, me perdi.
Se me perdi, preciso me achar.

-----
fev 2005
Sem titulo
18-02-2005 19:30 | Por Egidio
Amor que se perde
é Amor que se dói.
Amor que se sente,
é chama, é quente.
Amor que se perde,
é Amor que não se rega.
Amor que não seca,
é Amor.
Amor que seca e petrifica,
não é Amor que se deseja.
Amor que renasce é milagre.
Amor que renasce é Amor.
Que se regam que se quer,
que se busca e se conquista.
Amor, Amor, Amor.

-----
fev 2005
Sem título
18-02-2005 19:25 | Por Egidio
Amor que se preza
é o amor que se reza.
É amor que busca,
Amor que se conquista,
Amor que se rega,
Amor que se leva,
Amor que se entrega,
Amor que se revela,
Amor que se ama,
Amor que se cala,
Amor que se luta.
É Amor que se perde.

-------
fev 2005
O que será?
18-02-2005 19:21 | Por Egidio
O que será que será?
O que será que me dá?
O que será que será???
O que se será que se há?
O que será, o que será??
O que será é o que há.
E o que será o que se há?
Será que se há? Será que será?
O que será que me dá?
Se há de ser o que será,
o que será que se há?

------

janeiro de 2005
Sem título
18-02-2005 19:17 | Por Egidio
No escuro da noite
vejo sombras.
Improváveis sombras,
possíveis sobras.
Palpáveis sombras
de invisíveis luzes.
Deitado, insone, penso.
Como sempre insone,
como sempre mente,
noite após noite.
Num minuto uma hora,
Num segundo outra hora.
Aurora. Luz. Adormeço.

-----
escrito em algum dia de janeiro de 2005, alta madrugada
A morte
18-02-2005 19:09 | Por Egidio
A morte

Tão natural e tão dolorosa.
Contradição elementar, hiato instantâneo.

Nos consome,
atordoa, maltrada.
Nos faz chorar
interiorizar, pensar.
Nos faz lembrar,
sorrir, sentir.
Nos torna sensível à vida.
À existência da vida.

Escrito em 24/03/2004 21:00
Graça ou Karma.
18-02-2005 18:57 | Por Egidio
"Erros não são ruins. Apenas erros conscientes não corrigidos se tornam um problema. A idéia é aprender através da graça ao invés do karma."

Esta frase "A idéia é aprender através da graça ao invés do karma" é um das mais, se não a mais contundente das que li em minha vida. E aprendendo hoje pela graça, sei da verdade da sua postulação.

Podemos escolher entre graça e karma a partir do momento que temos consciência disso.

Dizem que a dor é a maneira mais eficaz de aprendermos e consequentemente crescermos. Só é verdade até o ponto onde começamos a aprender e consequentemente crescer através do amor. E daí a velocidade e a capacidade de crescimento serem multiplicadas por um número que maior que zero é, e pequeno não é, mas nào sei qual é. É numa outra dimensão.

Van, dedico a você isso. A você que me ensinou isso! Meu mais sincero e profundo obrigado.

Ah, e não falamos de "amor" no sentido "amor da minha vida". Falamos do amor essência. O amor, o de sentido único, sem medida, o que nada espera, o que tudo transforma e a todos liberta.

Muitas vezes, talvez quase todas, deixo-me levar pela emoção que sinto.

Amor, graça, sempre!

escrito em 20/01/2005 2:27am
Saiu e ficou...
18-02-2005 18:51 | Por Egidio
Escrito em 16/12/2004 03:34am

Não mandei pra ninguém pois não gostei da forma... Mas publico pois a idéia central é bonita!

Que sintamos
que a vida acontece no agora,
que fácil não seria sem amor,
que a divindade em nós mora,
e que o universo conspira em nosso favor.

Que entendamos
que felicidade e alegria são conquistas,
que dinheiro não é vocábulo da vida,
que é preciso esforço e lida,
e que a vida nos dá inúmeras pistas.

Que saibamos
que são as regras a mudança e diversidade,
que o amanhã faz nosso conhecimento limitado,
que necessário transformarmo-nos é realidade,
e que a continuidade depende de nosso legado.

Que então lutemos
pelos ideais que trazemos no profundo,
contra todas e quaisquer convenções,
com força e paixão em nossos corações;
por mais justiça e harmonia neste mundo.

Que busquemos enfim
o conhecimento, a consciência e a sabedoria;
a lucidez, o discernimento, a esperança e o calor;
a beleza, a harmonia e a alegria,
a paz, a luz e o amor.

Feliz Natal e um 2005 diferente!
Sinceridade comigo mesmo
18-02-2005 18:42 | Por Egidio
Escrito em 06/12/2004 02:05am

É, a tristeza, ela me consome.
Perco-me no tempo, no beijo de boa noite, na mesa do café.
Mal consigo olhar-te ou sentir outra sensação senão ela. Tristeza, que transforma formas em única forma, forma de ódio. Ódio que sinto por tantas pessoas que amo. (Você fora da lista do ódio, com certeza.) E o ódio me desmonta, me faz adoecer, me faz doer. Ontem, sozinho na cama, percebi por completo que cultivo ódio, pois só sinto ódio. E é ódio na raiz, da raiz. E não me permite, como fruto, desfrutar da parte invertida do ódio, o amor. Mas o dia amanhece cheio de sol e azul. E amanheço nesse dia, dormido de ódio; o que vem é só o cinza, o retesar. E mal posso aproveitar um raro e caríssimo café da manhã com você. E não há lágrima que escorra pela face. Há, sim, uma torrente que desaba por dentro. Que não limpa e nem cessa.