
![]() ![]() |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Inacabado 17-05-2005 18:00 | Por Egidio Tudo escrito. Palavras, dias, sorrisos e choros.
Tudo dito, medos e sonhos. Tudo ouvido, verdades e mentiras. Tudo sentido, amor e ódio. Tudo inacabado. Tudo e Nada 17-05-2005 17:54 | Por Egidio Vazio,
tudo e nada. O cheio que não está cheio. Tudo cheio de nada. Tudo vazio de nada. Cheio de nada, Vazio de tudo. Cheio, Tudo e nada. O vazio que não está vazio. Nada cheio de tudo Nada vazio. Tudo, Cheio de tudo, Vazio de nada. --------- 2004 Folhas e espaços 17-05-2005 17:49 | Por Egidio Folha nova, alegria
Espaço em branco, fantasia. Folha nova, desfiladeiro de linhas Espaço em branco, apenas linhas. Folha nova, poço de esperança Espaço em branco, local de mudança. Folha nova, caminho Espaço em branco, futuro. ------------ 2004 Diálogo curto. 11-05-2005 11:06 | Por Egidio - esteja em casa, porta livre, porteira aberta - lume no chão e vida no coração, todo sujeito é um amigo, todo amigo é um irmão, de caminhada, de luz e escuridão, somos todos cegos da vida na saudade de sua própria paixão...
- Grato e livre adentro! Vida na veia, esperança na frente e a história na boleia; na prosa do amigo, a alma se alumeia e alegre serpenteia pelos campos do porvir a que semeia. - a galope, taco em riste, bola branca,braço forte, pois que o bagual se cansa, isso termina e quando se vê, já foi, já era, por-tanto- tanto pensado, tanto esforçado, perda de tempo- vale mais o senso de que se é o que se deseja, não o que se almeja...porque isso muda demais... - do que foi e que revela a cada instante tudo o que é, que descerra e que se torna, o ciclo, expansão de si, senso do que se é, espelho do que se deseja, semente que auto-semeia, eis que nada almeja. --------------------------------------- Diálogo entre Osmar e eu, via scrapbook maio 2005 Alguns microcontos 06-05-2005 20:50 | Por Egidio Fumava, bebia e comia demais. Morreu de velhice. À noite trite e escura o dia azul só tingiu. Já velho agradeceu como jovem ao encontrar sua essência. Quanto mais culpava o externo, menos encontrava uma saída. Pelezinho infante, almoxarife em diante. Pulou do prédio e morreu. Suado e aliviado acordou. Seria o trem que ouvira que a traria após anos? Ela já havia partido, sem saber corria ele tudo o que podia. Ao porvir do novo o antigo engedrava sua tática. A distância do diagnótico separava a alegria da tristeza. A alegria nunca perdeu. Mesmo quando perdeu as pernas. Ao nascer da criança sua esperança tomou forma. Amou-a calado a vida toda. Ela se foi. E ele com ela. Chovia muito. Mas só queria bailar como Astaire. Cem dias, cem noites. E decidiu parar de sofrer. Do compreender a vida seguiu o sentido da morte. Não! Último grito e o estampido final. Silêncio. Um sorriso da criança para cada pulo do gato branco. Era um branco de pele que amava ser negro de alma. Baixou-lhe a resistência. Deixei-o com dor de garganta. (microconto da bactéria kkkk) Seu amor por ela nunca cessou. Ela, fugiu com outro. Havia eu. E Deus. Quando busquei dentro de mim. A casa, o amor não mais, e a soleira continuavam lá. Abriu os olhos e pôs-se a sorrir. Meu primeiro filho! ABAIXO A DITADU - BUM! Comuna safado... Única era quando à verdade enxergaram. Driblou um, dois. Ele e o goleiro. Perdeu! Aplausos. Pelé. Aos milhões às ruas, verdes e amarelos. Tricampeões. Tristeza de não poder ser mãe era Dona Zuleima. Abriu portas. Transoformou-se. E a vida fez sentido. Chico n'alma. E no assobio na mente de sua cela no DOPS. Sem saber o que fazer, pôs-se a compor. Para sempre. A linda vista pela primeira vez. E, sem saber, última. Nem tingia-lhe a face a vergonha do famoso traste. Mas não era de brinquedo, indagou o piá ao amigo caído. Jorrava de si o Amor. E sofrer perdeu o sentido. Aos prantos, contemplavam a Verdade revelada. A vaidade o consumiu até tornar-se ela. Os fantásticos cães e o homem 18-02-2005 21:11 | Por Egidio Este texto foi escrito baseado em meus conhecimentos gerais sobre cães, obtidos através de fontes como revistas, canais de televisão e web. Também baseia-se em minha constante curiosidade e em minhas impressões e observações ao longo de mais de 15 anos convivendo com meus seis cães, além de dezenas de outros. E, claro, em minha paixão pela natureza. ECS - São Paulo, 11 de dezembro de 2003.
Todos os cães derivam de um lobo que há muito, muito tempo, decidiu viver entre os humanos. Começaram roubando a comida de humanos em tempos remotos, e, desde então, um relacionamento cada vez mais próximo foi estabelecido ao longo dos mais de 15.000 anos seguintes. Perceberam que o humano proveria abrigo e comida constantes. E em troca executavam tarefas das mais diversas: pastoreavam animais domesticados – a primeira forma de relacionamento – , puxavam carroças, ajudavam nas caçadas. Este era o cenário de nossa posição essencial de caçadores e coletores. Relacionamo-nos com os cães de maneira muito primitiva e rudimentar. E talvez seja por isso que nosso vínculo e relação com eles é tão intensa. Evoluímos socialmente juntos. E tudo o que nos remete às nossas origens nos comove. Evolução Na natureza, machos e fêmeas reproduzem-se visando refinar e aprimorar seu material genético. É por isso que as leoas, por exemplo, acasalam sempre com o macho dominante, aquele ao qual todos os outros sucumbiram: o melhor dentro dos padrões de atributos pretendidos pela espécie. Seus filhotes levarão sua carga genética e com ela a garantia de se tornar um animal com muito mais chances de sobrevivência. A explicação, além de óbvia, é simples: na natureza, somente os melhores e mais fortes sobrevivem. Os pavões machos adultos, por exemplo, em tempos remotos, se assemelhavam muito aos pavões jovens de hoje. Caudas pequenas e parecidas com as das fêmeas. Mas, por mais um dos caprichos e mistérios da natureza, em um determinado ponto de sua evolução, as fêmeas começaram a ter predileção por machos com caudas mais vistosas. Os detentores de tais caudas seriam os escolhidos para a reprodução. Com isso, seus filhotes nasciam trazendo consigo a seguinte informação genética: caudas vistosas são garantia de perpetuação de genes. Da mesma forma, filhotes fêmea vinham carregas pelo anseio genético por machos com caudas vistosas. Há um bom tempo o pavão tem a cauda mais vistosa e bela de toda a natureza, deixando hesitante o mais incrédulo dos homens. Nos dias de hoje, o cão é um animal altamente evoluído. Pegue os dois exemplos acima e imagine o homem, com toda sua capacidade científica e inteligência, comandando o refinamento genético dos cães. E pegue também o cão, desejando aprimorar ainda mais o seu relacionamento com o homem. Em qualquer grupo animal, há os que se sobressaem. Então o homem cruzava os melhores indivíduos de cada raça, e até entre raças, visando aprimorar sua carga genética, obtendo filhotes cada vez melhores. Seria como se “cruzássemos” o melhor humano nadador de 100m rasos com a melhor humana nadadora dos 100m rasos. Cruzando assim sucessivamente sempre os melhores, seus filhos tenderiam a tornar-se cada vez mais especializados. O resultado disso no universo canino são raças altamente especializadas e altamente integradas à nossa sociedade. Afinal, relacionamento, abrigo, segurança e alimento é tudo o que um animal como o cão necessita. E em troca, ele executa extremamente bem – e cada vez melhor – a sua parte. Comportamento e Sentidos Os cães são totalmente integrados ao convívio humano. Eles aceitam de bom grado e do mesmo modo viver dentro de casa, do quintal, do jardim, ou bem mais solto. E do mesmo modo aceitam sua subordinação ao homem, ou para eles, ao líder de sua matilha. Qualquer líder de matilha tem a preferência de comer primeiro, reproduzir, de mandar e desmandar de acordo com sua vontade. Embora reconheçam apenas poucas de nossas palavras habituais de comando, são animais muito observadores e são 10 vezes mais sensíveis que os humanos. Entendem o ritmo e o dia-a-dia da sua “matilha”: hábito, horários, comportamentos e atitudes. São capazes de antever sua chegada em casa pelo simples barulho característico de seu carro. Mas não só o barulho do motor de um carro chegando: ouvem o disco de freio, o eixo grunhindo, a característica da sua aceleração! São muito reativos às nossas ações e sentem-se seguros com a presença humana. Isto faz com que seja um animal em perfeita sintonia com a família. O convívio social com os membros da família, sua matilha, é muito importante para sua saúde psicológica. Além de estreitar os laços de relacionamento, aumenta a sensação de segurança e bem-estar. Audição A audição de um cão é muito mais evoluída do que a do homem. Os cães ouvem sons em alta freqüência, sendo capazes de ouvir sons que nem imaginamos, com um roedor caminhando à distância. Lupinos por natureza: os lobos são excelentes caçadores de roedores. Com sentidos aguçadas, antecipam o posicionamento de sua presa. Para os sons que ouvimos, eles ouvem 4 vezes mais alto, ou seja, ouvem antes. Cães possuem uma paisagem sonora completamente diferente da humana. Labradores, por exemplo, são sensíveis à variação de 1/8 de tom. São capazes de filtrar vários ruídos e focar nos que querem ouvir. Nós também somos providos desta característica, mas num nível muito inferior ao deles. A proporção cerebral destinada à audição canina é maior do que à do homem. Olfato Audição e olfato são os principais sentidos dos cães. São sua porta de relação com o mundo exterior. Distinguem uma infinidade de cheiros e odores, captados por uma membrana 14 vezes maior em área que a nossa, que mede 0,5 m2. A deles mede 7m2. Pelo olfato os cães conseguem mapear um conjunto muito grande de animais de sua espécie, através dos odores liberados junto da urina e fezes de outros animais. Se você andar constantemente com seu cão, ele “conhecerá” todos os cães moradores da redondeza. Cães deixam marcas registradas quando urinam e defecam. É como um RG canino. Pela urina dos outros ele consegue saber sua idade, sexo e há quanto tempo ele passou por ali. E consegue também seguir o seu rastro. As fezes, por sua vez, trazem muito mais informações e num nível maior de detalhes que a urina: explicitam o seu status dentro de sua matilha e seu nível de segurança, ou a falta deles. E quanto maior a quantidade de marcas deixadas por um cão, mais poderosa é a sua posição na sociedade canina. É por isso que cães tímidos e temerários costumam colocar “o rabo entre as pernas”. Esta expressão popularesca baseada no comportamento dos cães, para nós pode significar medo e desprovimento de coragem. Para eles é uma maneira de esconder informações detalhadas sobre seu indivíduo e sobre o seu papel dentro da matilha. Um cão é capaz de saber se você está ficando doente, mesmo antes que você o saiba, simplesmente pelos odores exalados pelo seu corpo. Um cão também adora visitantes novos, humanos ou não. Eles são deliciosamente bem vindos, pois configuram-se num oceano de odores do mundo exterior. Visão, Latido e Comunicação Sua visão complementa os dois sentidos anteriores, visando obter uma comunicação completa com os outros seres. Sua ângulo de visão é maior que o nosso, mas enxergam apenas as cores azul e verde. Nós, além delas, enxergamos também o vermelho. Cães possuem um ajuste pupilar muito alto, bem maior que o nosso, possibilitando-lhes uma boa visão com restrições de luz. Mas na escuridão total, não são capazes de enxergar. Dois importantes meios de comunicação visual são orelhas, rabos e dentes. Eles dão uma percepção visual geral do que esperar do outro indivíduo. De orelhas em pé, o cão está em alerta. Rabos abanando, é mais que simplesmente alegria. É uma excitação completa. Dentes à mostra, confronto em evidência. Humanos não possuem orelhas proeminentes nem muito menos rabos. E dentes à mostra são nossa principal manifestação de alegria: o sorriso. Os cães, evoluídos como são, já sabem há muito tempo que um humano mostrando o dente é a melhor coisa do mundo. Eles aprenderam isto geração após geração e continuam a aprender. O latido tem muitas funções como identificar-se dizendo “estou aqui!”, proteger o território dizendo “aqui é meu lugar”, buscar reforços dizendo “preciso de ajuda aqui pessoal” e alertar a matilha dizendo “atenção, intruso por perto!”. Latidos não significam que o cão irá atacar. Outra expressão humana muito conhecida e baseada no comportamento dos cães, “cão que ladra não morde”, tem sua verdade. O ruído emitido pelo cão quando ele está em perigo, ou seja, pode vir a atacar, é praticamente inaudível para nós. Para proteger seu território, na maioria massante das vezes, basta latir. Naturalistas estudiosos de comportamento e comunicação canina afirmam que o latido é uma mistura deste ruído de ataque com o choro quase constante dos filhotes. Pode-se perceber que seu sistema de comunicação é muito evoluído, com muitas alternativas e variáveis. Relacionamento Por ser um lobo em sua natureza ancestral primária, o cão possui muitos dos instintos de seu antepassado. Mas o homem, com consentimento do cão – é importante dizer –, passou a controlar seus instintos, na figura do líder da matilha. E a relação de troca entre os dois evolui a cada nova geração. Cães adoram passear, correr, brincar. Está na sua natureza. Passear, geneticamente significa ir a uma caçada: correr atrás de outros bichos, apanhar presas, farejá-las, rever e obter informações de amigos ou nem tão amigos. Alguns de seus comportamentos nos parecem muitas vezes incompreensíveis, mas somos humanos e eles cães. Possuímos naturezas distintas. A prática para o cão é o melhor caminho para à perfeição, seja para a execução de suas tarefas ou para o convívio entre nós. Por serem altamente reativos ao nosso comportamento, tudo o que fazemos com freqüência com eles se torna prática. Então se você treinar um cão social e brincalhão para que ele pule subindo na parede para pegar uma bolinha numa altura de quase 3 metros, ele irá fazê-lo com gosto e cada vez melhor. Da mesma forma se você treinar um cão para o ataque, ele não estará fazendo mais do que praticar a sua natureza. Então temos animais muitas vezes violentos e agressivos, cujo instinto é morder, agarrar, balançar e puxar a sua presa. Um cão realmente perigoso nunca ataca de maneira desordenada. Ele é um cão meticuloso, que irá resolver tudo com altíssima concentração e uma única e certeira investida. O homem, no seu papel de líder da matilha, comanda o relacionamento. Nosso comportamento é o grande referencial. Cães de estimação serão geralmente crianças até que a velhice lhes impeça de sê-los, pois nosso estilo comportamental e o controle sobre seus instintos assim os influencia. Nosso relacionamento é dos mais saudáveis e síncronos. Cães e seus donos entram facilmente em sincronismo de ritmo cardíaco, quando em situações de tranqüilidade e relaxamento, proporcionando aos dois uma fantástica sensação de bem-estar. Cuidar de um filhote recém nascido – afagar, dar carinho e passar calma e paz –, faz com que os laços com humanos sejam desenvolvidos desde cedo, amplificando ainda mais esta linda relação. E juntos há tanto tempo desenvolvendo esta simbiose, os cães, cada vez mais nos cativam e nós a eles. No fundo, eles adoram fazer parte de nossa gangue! ¤ |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Powered by D2KBlog 1.0 Copyright ©2004-2009 D2KSoft |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
